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A deficiência auditiva, de moderada a profunda, é a terceira maior deficiência entre os brasileiros. Dados estatísticos estimam que 1,5% da população brasileira, ou seja, cerca de 2.250.000 habitantes, sofrem de algum tipo de deficiência auditiva. Mostram, ainda, que 42 milhões de pessoas, acima de 3 anos de idade, são portadoras de algum tipo de deficiência auditiva, de moderada a profunda (OMS).
Hoje em dia para os problemas leves, moderados, severos ou profundos já existem soluções através de remédios, aparelhos, tratamentos especiais ou cirurgias.
Para a psicóloga clínica educacional, Carmem Leonor Monteiro “a audição interfere fatalmente no aspecto mais importante da vida moderna: a comunicação. Não falar e não ouvir são deficiências denominadas doenças da comunicação".
Ela alerta que a deficiência auditiva deve ser diagnosticada precocemente, para que os portadores, possam o quanto antes, terem acesso ao tratamento reabilitador e às terapias necessárias, que por meio de estimulações, possibilitem um desenvolvimento satisfatório e garantam a integração social.
“A criança com deficiência auditiva apresenta características comportamentais diferentes e por isso, é necessário que se tenha cuidados educacionais especiais. Muitas vezes ela apresenta rendimento baixo na escola e, por falta de orientação, pode até receber punição. Na fase adulta é um desastre, para o desenvolvimento profissional. A grande poluição sonora nos dias de hoje faz com que a diminuição da audição ocorra precocemente. Quando antes, os problemas com a audição começavam a surgir por volta dos 60 anos, hoje, pode acontecer a partir dos 40”, complementa a psicóloga.
Modelo de reabilitação.
Para corrigir falhas no processamento auditivo e reeducar o ouvido, foi trazido ao Brasil o Método Tomatis, criado pelo otorrinolaringologista francês, Alfred Tomatis.
Através desse método temos possibilidade de fazer uma avaliação rápida e eficiente para verificar se algum tipo de deficiência auditiva está ocorrendo com o indivíduo, por meio de um equipamento de alta tecnologia chamado “Ouvido Eletrônico”.
Pouca gente se dá conta que o ouvido é o único sentido humano que fica alerta 24 horas por dia e, como é importante exercitar seus músculos, que por sua vez exercitam o cérebro, a memória e a criatividade.
O “Ouvido Eletrônico” é uma verdadeira revolução eletrônica que estimula as áreas do cérebro responsáveis pela atenção, linguagem e comunicação, o que contribui para o desenvolvimento da coordenação motora e da habilidade da escrita, da fala e dicção.
O método Tomatis melhora a função de escuta, da discriminação dos sons e da lateralidade auditiva, o que equilibra os casos da ansiedade, labirintite, hiperatividade, depressão e stress. |